quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A taxa de mortalidade no Nordeste é o dobro da media nacional.

A taxa de mortalidade no Nordeste é o dobro da media nacional. No País, para cada mil crianças nascidas vivas, 21,2 morrem, no Nordeste é de 31,6 mortes
O sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) realizado por inúmeros governos da burguesia, impõe à população do Nordeste, região mais pobre do país, um massacre silencioso de crianças. Imortais são as palavras do poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Mello Neto, que descreve a miséria do nordestino, “é que a morte severina ataca em qualquer idade,e até gente não nascida”.
Em conseqüência da aniquilação da saúde pública as crianças nascem (ou morrem!) em situação precária, devido inúmeros problemas ocasionados pela falta de assistência como pré-natal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 50% das mulheres não têm acompanhamento médico na hora do parto e 30% sequer fazem exame pré-natal.
De acordo com o relatório da Unicef, a região Nordeste tem a maior taxa de mortalidade infantil do país. Na região a taxa de mortalidade infantil é quase 50% mais alta que a media nacional, uma vez que a média do país é de 21,2 crianças que morrem para cada mil nascidos vivos, e no nordeste esse número sobe para 31,6 mortes. Apesar da gritante média nordestina, essa expectativa pode ser bem maior. Cícera Moura, supervisora do Núcleo de Informação e Análise em Saúde da Sesa, declarou que “temos 80% de cobertura de investigação de óbitos e de nascidos vivos”. (Diário do Nordeste On line, 13 de outubro).
Vários estados do Nordeste ocupam as primeiras posições do ranking de mortalidade infantil. Segundo os dados publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), na sua Síntese de Indicadores Sociais – 2007, o estado de
As crianças que sobrevivem são condenadas á miséria. Dados do IBGE comprova esta realidade. “No Nordeste, 39,2% das crianças menores de 6 anos vivem com rendimento familiar mensal de até ¼ salário mínimo per capita. Os dados da PNAD 2007 mostram que quanto mais nova a criança, maior a probabilidade de estar em situação mais vulnerável, qualquer que seja a região do país. O Nordeste (51,6% da população total) é a região que reconhecidamente apresenta o maior percentual de pessoas com rendimento familiar mensal de até ½ salário mínimo (SM) per capita. Quando se destaca apenas a população jovem da região (de 0 a 17 anos), o percentual nessa faixa de rendimento até ½ salário mínimo (SM) per capita passa para 68,1%. Destes, 36,9% viviam com somente até ¼ SM de rendimento familiar. Entre as crianças menores de 6 anos do Nordeste, o percentual das que viviam com até ¼ de SM de rendimento familiar é ainda mais expressivo: 39,2%” (sitío do IBGE, Síntese de Indicadores Sociais – 2008).
A alta taxa de mortalidade infantil no Nordeste, e no país de forma geral, demonstra para a classe trabalhadora que a única saída é se opor ao sucateamento da saúde publica lutando pela estatização da saúde. Esta luta deve ser travada contra os responsáveis pela privatização e o sucateamento do SUS, ou seja, contra o governo burguês, onde os interesse vitais da maioria da população, como o direito a própria vida!, não tem a menor relevância, já que o governo Lula distribua o dinheiro da saúde e de outros serviços essenciais para salvar os banqueiros.

 Alagoas (51,9‰) e Maranhão (40,7‰) continuam com as maiores taxas de mortalidade infantil, a Paraíba ocupa a terceira posição.

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