quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

16 de dezembro: a refundação do São Paulo Futebol Clube

A história daqueles que não deixaram a bandeira do Tricolor parar de tremular pelos campos de futebol

É notório que o São Paulo nasceu em berço de ouro no ano de 1930, fruto da fusão de sócios e jogadores de dois grandes times da era amadora do futebol no Brasil - fato que gerou, como herança, as cores do clube (o vermelho do CA Paulistano, o preto da AA das Palmeiras e o branco comum a ambos).
Também é de conhecimento de muitos que, quando o clube foi refundado em 1935, o mesmo não se repetiu. Reconstruído do zero, os jogadores, sócios e dirigentes do Tricolor batalharam muito para voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional.
Por causa dessa fase tempestuosa, o famoso jornalista Thomaz Mazzoni, em 1937, batizou o São Paulo como o "Clube da Fé", pois só com "a fé em seu destino e o amor ao seu hoje", o Tricolor voltaria a se tornar um dos grandes do futebol. 
E foi em 16 de dezembro de 1935 que tudo recomeçou. 

A REFUNDAÇÃO
Grêmio Tricolor - A directoria do Grêmio Tricolor convida todos os srs. conselheiros e consócios para uma nova reunião a fim de tratar de assumptos do interesse geral que terá lugar hoje, ás 20 horas, na rua 11 de Agosto, 9-A.

Foram essas poucas linhas publicadas no jornal Correio de São Paulo do dia 16 de dezembro que convidaram os são-paulinos a se reunirem e a reerguerem o São Paulo Futebol Clube, que poucos meses antes, por desarranjos políticos internos, teve suas atividades suspensas temporariamente. 
Fundado em 1930 por dissidentes do Clube Athlético Paulistano e pela própria Associação Athlética das Palmeiras, embora inativo dentro das quatro linhas entre maio e dezembro daquele ano, o Tricolor Paulista não havia abandonado o coração da torcida por um segundo sequer. Aqueles aficionados se concentraram em frente ao local anunciado com antecedência e, às 19h, grande multidão já aguardava a reunião que daria novos rumos ao Clube da Fé. 
Às 20 horas teve início a assembleia mais intensa e emocionante da história do São Paulo. A sessão magna foi aberta pelo Tenente Porphyrio da Paz, cujas palavras de abertura fizeram vibrar a todos na casa. Terminado o discurso, o próprio Porphyrio foi indicado pelos colegas ali presentes a presidir os trabalhos da noite. 
Entre exclamações e muita animação foram propostos o estudo e aprovação dos estatutos, trabalho esse que durou mais de duas horas. Aprovados que foram os mesmos, deu-se início então à eleição da primeira nova Diretoria, que ficou assim constituída:
  • Presidente, Manoel Carmo Mecca;
  • 1º Vice-Presidente, Alcides Borges;
  • 2º Vice-Presidente, Francisco Pereira Carneiro;
  • 1º Secretário, Éolo Campos;
  • 2º Secretário, Luiz Felipe Paula Lima;
  • 1º Tesoureiro, Manoel Arruda Nascimento;
  • 2º Tesoureiro, Izidoro Narvaes;
  • Diretor Geral de Esportes: Tenente Porphyrio da Paz.
Mecca, o aclamado Presidente, não estava presente no início da assembleia em que foi honrado pois, justamente no dia anterior ao momento tão esperado por todos os são-paulinos, seu filho falecera. Ainda assim, sob luto, compareceu no decorrer da reunião e foi o primeiro signatário da ata que batizou o Tricolor.
A continuidade do clube atribuída pelos fundadores desta segunda fase está demonstrada no registro da própria ata datada de 16 de dezembro de 1935, quando o presidente Manoel Carmo Mecca prometeu que "os membros da diretoria não mediriam sacrifícios para que o Pavilhão Tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o Esquadrão de Aço", apelido este concedido ao Tricolor pelo time de Friedenreich.
Por volta da meia-noite, debaixo de salva de palmas e urras de vivas ao Clube, a São Paulo e ao Brasil, foi finalizada a sessão que trouxe de volta ao mundo o time que futuramente se tornaria um bastião do futebol arte e da competitividade, refletidos na vasta gama de jogadores exemplares e de conquistas obtidas. 

A ATA DE REFUNDAÇÃO
Aos dezesseis dias do mês de dezembro de mil novecentos e trinta e cinco, nesta cidade de S. Paulo, às vintes horas, numa das salas do prédio nº 9ª, da Rua Onze de Agosto, perante grande número de pessoas interessadas que atenderam a um convite feito por intermédio da imprensa pela Diretoria do Grêmio Tricolor, realizou-se a assembléia que teve por fim fundar o 'São Paulo Futebol Clube'.

Na qualidade de um dos diretores do Grêmio Tricolor presente à reunião, o Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, depois de expor os motivos da convocação da assembléia, pediu que indicassem um dos presentes àquela reunião, para dirigir os trabalhos. Por unanimidade foi indicado o nome do Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, que assumindo a Presidência da mesa escolheu para seus secretários os Srs. Éolo Campos e Francisco Pereira Carneiro.
 Depois de agradecer a sua indicação, o Sr. Presidente deu conhecimento da ordem dos trabalhos que obedeceram a seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e aprovação dos Estatutos; b) Eleição da diretoria; c) Admissão de sócios como fundadores; d) Isenção de jóia; e) convocação de nova assembléia para eleição do Conselho Deliberativo e Fiscal; f) Registro dos Estatutos.
Atendendo, pois, a ordem do dia, o sr. Presidente mandou que o Secretário procedesse a leitura dos estatutos. Pede a palavra o sr. Dr. José Carlos da Silva Freire, que propôs que a discussão e aprovação dos estatutos fossem feitas por capítulos e pediu permissão para que ele mesmo procedesse a leitura dos estatutos a fim de facilitar os esclarecimentos que fossem necessários in laudo durante a discussão.
Aprovada esta proposta, o sr. Dr. Freire deu início à leitura e o sr. Presidente foi pondo à discussão e aprovação, capítulo por capítulo, sendo aprovados sem debates os capítulos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º. Após a leitura do capítulo 6º, o sr. Edgard de Toledo pediu a palavra e propôs que a esse capítulo fosse aumentado o seguinte parágrafo, nas atribuições da Diretoria: " m) elaborar e afixar em lugar ostensivo da sede social o balancete mensal do movimento financeiro do clube para conhecimento dos associados". Esta emenda foi recebida com muita simpatia e aprovada unanimemente.
Em seguida, passou-se à discussão e aprovação os demais capítulos, sendo todos eles aprovados e declarados em pleno vigor, desde aquele momento, os estatutos, que em seguida vão transcritos:
[...]
Passa-se depois à segunda parte da ordem do dia: eleição da Diretoria. Depois de diversas indicações foi aclamada e eleita para o primeiro biênio a seguinte Diretoria, que tomou posse imediatamente, entrando logo em função: Presidente: Manoel Carmo Meca; 1º Vice-Presidente: Alcides Borges; 2º Vice-Presidente: Francisco Pereira Carneiro; 1º Secretário: Éolo Campos; 2º Secretário: Luiz Felippe Paula Lima; 1º Tesoureiro: Manoel de Arruda Nascimento; 2º Tesoureiro: Isidoro Narvaes e Diretor Geral de Esportes: Tenente José Porphyrio da Paz.
As terceira e quarta partes da ordem do dia, admissão de sócios fundadores e isenção de joia, foram discutidas conjuntamente, sendo resolvido que fossem aceitos como sócios fundadores a todos que se inscrevessem e preenchessem as formalidades dos estatutos até 31 de dezembro corrente e isento de joia todos os que se inscreverem até 31 de janeiro de 1936.
Antes de levantar a sessão, o sr. Presidente declarou que a diretoria iria tomar as providencias necessárias para que os estatutos fossem prontamente registrados e prometeu que todos os membros da Diretoria estavam dispostos a não medirem sacrifícios para que o pavilhão tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o 'Esquadrão de Aço'.
Debaixo de aplausos dos presentes, o sr. Presidente propôs que se consignasse em ata um voto de louvor e agradecimento ao dr. José Carlos da Silva Freire pelo esforço e dedicação que demonstrou na confecção dos estatutos do S. Paulo Futebol Clube e pelo interesse que tem dispensado para tudo que lhe é solicitado pelos seus diretores, sendo esta sua proposta unanimemente aprovada.
Nada mais havendo a tratar, o sr. Presidente declarou encerrado os trabalhos da Assembleia e mandou que se lavrasse a presente ata, o que foi feito por mim, secretário, e assinada pelos presentes.
  • Manoel do Carmo Meca
  • Cid Mattos Viana
  • Francisco Pereira Carneiro 
  • Éolo Campos
  • Manoel Arruda Nascimento
  • Izidoro Narvaes 
  • Francisco Ribeiro Carril
  • José Porphyrio da Paz
  • Eduardo Oliveira Pirajá
  • Frederico Antônio Germano Menzen
  • Francisco Bastos
  • Sebastião Portugal Gouvêa
  • Dorival Gomes dos Santos
  • Deocleciano Dantas de Freitas
  • Carlos A. Azevedo Salles Júnior
Assinaturas póstumas:
  • Alcides Rodrigues Borges
  • Álvares de Azevedo Bittencourt
  • Pedro Virgolino de Freire Sobrinho
  • Edmundo Granville Sobrinho
  • Thomaz Carlos André Mauri
  • Manoel Martins
  • Lázaro Pedroso
  • Álvaro Magalhães Leite
  • Paulo Brandão
  • Mário Ambuba
  • Edison Fonseca
  • José Azevedo Ribeiro
  • Brasilino Marcucci
  • Manoel Lopes
  • Manoel Pereira Amarante
  • Jarbas de Castro
  • Edgard Toledo
  • Edmundo Toledo
  • Jayme Roso
  • Ariosto Amalfi
  • Egydio Toledo
  • Waldemar R. Albien
  • Herculano Bastos
  • Adonyram Alves de Oliveira
  • Mário Silva Pereira
  • Olívio Alves
  • Antônio Queiroz
  • Joaquim Ribeiro
  • Antônio Góngora
  • Arnaldo Tedeschi
  • Joaquim Garcia
  • Humberto Sprovieri
  • Luís Felipe de Paula Lima
  • Álvaro Moraes
  • Jorge Paulo Moura
  • João Abílio Rogério
  • Ignácio Barbuchi
  • José F. Moreira
  • João Cananta Almeida
  • Pedro Pallow Sobrinho
  • Sebastião Rodrigues Negrão
  • Antônio Martins de Siqueira
  • Antônio Moraes Junior
  • Manoel dos Santos
  • Ruben Pazzanese
  • (Nome ilegível)
  • Bernardino Sampaio
  • José Penido
  • Oswaldo Richtman
  • Durval de Figueira Filho
  • José da Silveira Cintra
  • Luiz de Freitas
  • Cícero Faro
  • Sylvio Faro
  • Eduardo Faro
  • Paulo Ribeiro Villela
  • Polycarpo Meca
  • J. B. Gomes Parnahyba
  • João Sarrea
  • Cyro de Barros Azevedo
  • Aloísio de Souza Vianna
  • Terante J. Abílio
  • João Gomes Martins Sobrinho
  • Diamantino Cravo
  • José de Oliveira Filho
  • Vitoriano Garcia da Fonseca
  • José Moreira de Toledo
  • José Loureiro
  • Antônio M. Sobrinho
  • Renato A. Ribeiro
  • George de Assis Fonseca
  • João Camargo de Souza
  • José Bueno Franco
E outros 206 nomes que assinaram após o lavramento da ata
fonte:http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2015/12/16/16-de-dezembro-a-refundacao-do-sao-paulo-futebol-clube/

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ceni joga na linha, canta e se aposenta em festa para mais de 60 mil

Ceni joga na linha, canta e se aposenta em festa para mais de 60 mil


M1TO Canta e toca com Grupo IRA


Foi nesta sexta-feira, 11 de dezembro de 2015, que o goleiro Rogério Ceni, 42, encerrou a carreira de 25 anos com festa para mais de 60 mil espectadores no Morumbi, que reuniu os jogadores que foram campeões mundiais pelo clube em 1992, 1993 e 2005.  E a carreira de goleiro se encerrou na linha: pouco depois da metade do primeiro tempo, Ceni pediu substituição, imediatamente trocou de camisa por uma de linha, e entrou para reforçar o meio de campo do combinado de 2005. Depois, tocou e cantou com a banda Ira!, antes de fechar o maior evento da história do Morumbi. A partida não teve final, foi encerrada antes com o anúncio "a carreira de Rogério Ceni nunca terá um apito final". 

Gol do M1TO


A festa começou antes do apito inicial. Enquanto o Morumbi já lotava, os times começaram a ser anunciados, em ordem cronológica, do reserva menos lembrado até o protagonista. O primeiro a causar enorme comoção foi o ex-meia Raí, campeão mundial em 92, que mesmo aos 50 anos mostrou extrema técnica e proporcionou lances de efeito. Depois, o ex-goleiro Zetti e o técnico Muricy Ramalho, ex-auxiliar de Telê Santana também fizeram a torcida explodir em gritos emocionados.
Antes da entrada de Rogério. a comoção maior dos são-paulinos foi com o uruguaio Diego Lugano, que joga atualmente pelo Cerro Porteño (PAR) e tem a possibilidade de voltar ao São Paulo em 2016 discutida pela diretoria. De volta ao Morumbi após nove anos, Lugano foi quem mais arrancou gritos da torcida. O  "volta, Lugano" se perpetuou durante toda a partida. Quando Ceni foi para a linha e deu a braçadeira de capitão ao uruguaio, então, a comoção foi maior ainda. A única ressalva da torcida foi para o meia Danilo, que justificou que não poderia comparecer à festa por hoje pertencer ao Corinthians: breves insultos, misturados aos cantos de apoio para outros ídolos que entravam em campo.
O show de rock que precedeu a entrada de Rogério Ceni entrou em ação novamente antes de o dono da festa subir ao gramado. Houve pirotecnia, fogos de artifício, labaredas virtuais e bandeiras - uma delas voou pendurada por balões. Antes do apito inicial, os capitães das conquistas - Raí, Ronaldão e Ceni - levantaram os três troféus mundiais conquistados no Japão, em cerimônia que contou com participação de Angelina Juvêncio, viúva do ex-presidente Juvenal Juvêncio, falecido na última quarta-feira, e também de Rochelle Portugal Gouvêa, viúva do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, campeão mundial em 2005.
O time de 2005 venceu por 5 a 3, com gols de Amoroso, Aloísio, Josué, Thiago Ribeiro e Rogério Ceni, de pênalti - o destaque, porém, foi o gol de pênalti convertido pelo goleiro Zetti, que tomou coragem para atravessar o campo e tentar o chute ao ter o nome gritado pelos são-paulinos. Chutou no ângulo. Comemorou, demorou para voltar ao gol, e Rogério Ceni, já na linha, tentou chutar para fazer um gol do meio de campo. A bola cruzou o campo, pingou na frente do gol e passou rente ao travessão. Os outros dois gols do combinado da Era Telê foram marcados por Cafu.

Assista jogo completo São Paulo x São Paulo 

                                          

No intervalo, Ceni foi convidado pelo Ira! para participar do show. Recebeu do vocalista Nasi e do guitarrista Edgar Scandurra uma guitarra, que rapidamente pegou e tentou arriscar alguns acordes. Cantou, com a banda, o sucesso "Envelheço na Cidade", e ainda ficou mais no palco antes de voltar para o segundo tempo, ainda na linha.
No segundo tempo, Raí, antes de sair, tentou repetir a cobrança de falta que resultou em um dos gols do Mundial de 1992 contra o Barcelona. Rolou a bola, deu breve parada e chutou - passou perto. Ao deixar o gramado, foi para perto da torcida no anel inferior e celebrou a festa com alguns são-paulinos.
O jogo foi encerrado antes do fim do segundo tempo, com anúncio de contagem regressiva ainda com a bola rolando. O locutor do Morumbi contou de dez a zero, antes de uma queima de fogos, e bradou: "a carreira de Rogério Ceni nunca terá um apito final".

Rogerio se despede  em discurso

fonte:http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/12/11/ceni-joga-na-linha-canta-e-se-aposenta-em-festa-para-mais-de-60-mil.htm

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nesta sexta-feira, Rogério Ceni será, pela última vez, a estrela de uma partida no estádio do Morumbi. E o jogo festivo que marcará sua despedida do futebol contará com 41 outros atletas que serão verdadeiros coadjuvantes de luxo. Entre jogadores em atividade e já aposentados, ídolos e até ex-treinadores estarão presentes para prestigiar o mito tricolor, além de quatro técnicos.
No time campeão mundial em 2005, os destaques ficam por conta do zagueiro Diego Lugano, uruguaio idolatrado pela torcida são-paulina que atualmente defende o Cerro Porteño-PAR, dos ex-atacantes Aloísio e Amoroso e do volante Mineiro, herói da conquista ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool-ING.

Por outro lado, alguns nomes importantes daquela conquista não poderão comparecer. É o caso do meia Danilo, então camisa 10 do São Paulo, que atualmente defende o Corinthians e prefere evitar vestir a camisa do time rival na partida comemorativa. O lateral Cicinho, atualmente no futebol turco, não foi liberado por seu clube, assim como o atacante Diego Tardelli, que joga na China. <

Mas há casos como o do atacante Grafite (do Santa Cruz), do zagueiro Edcarlos e do atacante Thiago Ribeiro (ambos do Atlético-MG), que não tiveram problemas com suas atuais equipes e poderão homenagear o eterno capitão são-paulino.
Já pela equipe dos bicampeões mundias entre 1992 e 1993, as grandes estrelas são Zetti, Cafu e Raí, ídolos da torcida. Além deles, outros nomes de destaque queridos pelos tricolores como Toninho Cerezo, Muller e Juninho Paulista também estarão presentes.
A curiosidade do time fica por conta do ex-volante Doriva, que foi treinador do São Paulo recentemente por cerca de um mês, mas teve desempenho fraco e foi demitido após sete jogos, mas estará presente para relembrar seus tempos de jogador e homenagear Ceni.

Com personagens importantes de sua história e promessa de surpresas para os mais de 50 mil torcedores tricolores que vão ao Morumbi homenagear Rogério Ceni, as festividades terão início às 20 horas (de Brasília) desta sexta-feira, e a bola deve rolar a partir das 21h.
Confira todos os confirmados para a partida comemorativa
- Time de 1992/1993
Zetti, Vitor, Adilson, Ronaldão, Pintado, Ronaldo Luiz, Muller, Toninho Cerezo, Luís Carlos Goiano, Raí, Cafu, Marcos Bonequini, Válber, Dinho, Elivélton, André Luiz, Juninho Paulista, Jura, Doriva, Guilherme, Valdeir e Gilmar
Técnicos: Muricy Ramalho e Renê Santana
- Time de 2005

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lugano volta vestir camisa do São Paulo

Zagueiro uruguaio voltará a vestir a camisa do São Paulo após nove temporadas. Sócios-torcedores terão prioridade na aquisição dos bilhetes para o jogo do dia 

                                                                        Lugano estará na festa de despedida do goleiro e capitão Rogério Ceni, dia 11 de dezembro, no Morumbi, em amistoso entre os campeões mundiais de 1992 e 93 e os de 2005. A presença do zagueiro uruguaio, que atua no Cerro Porteño, do Paraguai, foi confirmada por pessoas próximas ao goleiro. O campeonato paraguaio termina no dia 6 de dezembro e, na sequência, ele virá para o Brasil.
Nove anos depois de deixar o São Paulo, o idolo voltará a vestir a camisa tricolor. Em jogos no Morumbi, é normal ouvir torcedores pedindo a volta do uruguaio, o que fez o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva pensar no assunto. No entanto, a corrente contrária ainda é maior, sob alegação de que a vinda dele traria uma enorme pressão para a equipe e para o próximo treinador, que teria sempre a obrigação de escalá-lo. Não há uma definição sobre o caso.
A diretoria ainda está fechando os detalhes da festa. Uma coisa é certa: dificilmente quem não é sócio-torcedor poderá assistir à partida no estádio. Os ingressos para participantes do programa começarão a ser vendidos na próxima quarta-feira, com preços de arquibancada variando de R$ 1 (plano Tu és o Primeiro) a R$ 90 (plano Sou Tricolor). Todos os preços ainda serão anunciados pelo departamento de marketing. A carga total será de aproximadamente 65 mil bilhetes.
Além disso, sócios-torcedores serão sorteados para participarem de uma série de ações na partida. Alguns deles, por exemplo, vão trabalhar como gandulas. Outros poderão assistir ao confronto em um mini banco de reservas que existe dentro do gramado. Tudo está sendo decidido em reuniões entre a diretoria de comunicação do clube, o departamento de marketing e o capitão são-paulino.
A partida no dia 11 de dezembro terá início às 21 horas, mas a programação do evento, que ainda será anunciada, começará bem mais cedo.