16/11/2014
São Paulo 2 x Palmeiras 1
com gol de Pato e Alan Kardec
Palmeiras marca com penalti inexistente
Com um time abatido, Muricy escalou: Rogério, Paulo Miranda, Tolói, Edson Silva, A. Pereira, Souza, Ganso e Kaká, Kardec e Pato. O treinador do São Paulo, ao meu ver, acertou na escalação. Sem improviso, sem invenção e colocando o que tinha de melhor em campo.
E engana-se quem imaginou um Palmeiras recuado. Conduzidos pelo chileno Valdivia, o Palmeiras começou pressionando o São Paulo. Pelos pés do jogador, as maiores ameaças ao gol tricolor aconteciam.
O São Paulo, acuado, não fez nada até os 10 minutos de jogo. Com uma atitude covarde, frente a um time claramente inferior, o tricolor não jogava.
Contudo, aos 20 minutos de jogo o chileno saiu e, de certa forma, igualou o jogo. Melhor para o tricolor que deu a sorte do melhor jogador do clássico sair da partida contudido. De maneira geral, até esse momento, o São Paulo não havia criado nenhuma jogada de perigo contra o gol alviverde.
O primeiro tempo caminhou de uma maneira modorrenta e chata até o seu final. Da parte tricolor, nenhum lance mereceu destaque tamanha a falta de vontade do nosso ataque. O segundo tempo não poderia ser pior.
Segundo Tempo
Muricy Ramalho não mexeu na equipe para o segundo tempo e o jogo, aparentemente, se daria da mesma maneira da primeira etapa da partida.
E o São Paulo, de fato, voltou melhor. Com uma pressão no sistema defensivo alviverde, o jogo do Palmeiras começou a definhar e o tricolor cresceu. Em um desses lances de pressão, o goleiro do Palmeiras saiu jogando mal e a bola sobrou no pé de Ganso. Ali, de frente para o gol, sem marcação, ele é mortal. O camisa 10 arrumou uma linda assistência para Pato que, de frente para o gol, só deslocou o goleiro. O São Paulo saía na frente do Palmeias no clássico.
O jogo, a partir de então, melhorou. Logo no lance seguinte ao gol do São Paulo, o Palmeiras quase empatou e, por sua vez. Kaka quase ampliou o placar. A partida começava a ficar emocionante e o camisa 8 do São Paulo cresceu.
Em duas boas jogadas o São Paulo chegou cara a cara com o goleiro do Palmeiras e, em uma delas, Kardec bateu e a bola passou perto da trave. Contudo, a zaga do São Paulo ainda assustava. Em vários momentos, o ataque do Palmerias chegava e assustava o time do São Paulo.
E, em uma dessas jogadas, o juiz viu um toque de mão do zagueiro Edson Silva, do São Paulo, e o penâlti BASTANTE duvidoso para o Palmeiras foi marcado.
A equipe alviverde, então, empatou o jogo com o atacante Henrique. Em uma penalidade bem batida, RC caiu para um lado e bola foi para o outro. Jogo empatado e resultado péssimo para o São Paulo.
O São Paulo, então, se atirou ao ataque. Ganso e Kaká se revezavam na armação das jogadas, mas o tricolor não chutava com perigo ao gol de Fábio. O Palmeiras, então, começou a crescer.
Aos 30 minutos de jogo o momento do Palmeiras era muito superior ao do São Paulo e o gol alviverde parecia questão de tempo. O poderoso ataque tricolor estava prestes a sucumbir ao esforço do adversário mais fraco.
O meio do São Paulo não existia e o ataque era inoperante. Por outro lado, a zaga, muito fraca, mal conseguia conter as infiltrações do São Paulo. Até o momento, Rogério já havia operado uma grande defesa em um chute forte de Renato, de fora da área. Os atacantes argentinos, Allione e Cristaldo, começavam a complicar muito o sistema de marcação tricolor.
Até os 35 minutos de jogo, só dava Palmeiras. Ganso, Kaká, Pato e Kardec desapareceram após o gol tricolor e nada produziram de útil. Esse termo, aliás, virou rotina no São Paulo. Com um time cansado, o São Paulo não representou perigo algum ao Palmeiras durante grande parte do segundo tempo.
E o resultado disso foi o “quase gol” do Palmeiras aos 42 minutos do segundo tempo. Em uma bela trama do ataque verde, Rogério teve que intervir bem e a bola sobrou limpa, quicando e pronta para o atacante Henrique marcar. Nesse momento, o acaso agiu e o atacante caiu sozinho.
No lance seguinte, o gol do São Paulo. Em um cruzamento do raçudo Alvaro Pereira, Kardec cabeceou e a bola pegou nas costas do goleiro do Palmeiras. Gol do São Paulo, gol de clássico e gol do futebol sério do uruguaio que é o símbolo de raça da nossa equipe.



